LOGAN'S RUN


Resumo humorístico do filme: LOGAN'S RUN (1976)

Titulo em Portugal: FUGA NO SÉCULO 23


- Sagitários nascidos em 2276 preparem-se para serem rejuvenescidos - (entrem na arena de flutuação e preparem-se para explodir).

Entre as centenas de espectadores em aplauso estava Logan, um guardião, que recebia uma mensagem da central: "Fugitivo no Sector 43. Trata disso.".

Pouco depois, no Sector 43, Logan perseguia um rebelde. A perseguição não durou muito. Iam ficando alguns pontos a arder pelas paredes até que o fugitivo foi atingido.

Logan chamou os limpadores. Esses tipos que vinham de pé em cima dum aspirador voador, passavam em cima do cadáver, lançavam uns produtos químicos e, em poucos segundos o corpo dissolvia-se.

...

Logan estava, no dia seguinte, sentado na sua velha poltrona a ligar o teleportador para ver se aparecia alguém para passar o tempo.

Apareceu um homem mas ele acenou para ele sumir.

E, como em todas as histórias que se prezam, é altura de aparecer a mulher do herói, também chamada heroína.

ZÁS! Aí está ela! Aqui não se perde tempo!

Logan também não quis perder tempo: acenou para ela se aproximar e convidou-a para ir para a cama.

Mas, para não fazer uma história para adultos ela disse:

- Isso é que era bom!

- Então para que é que te meteste no teleportador?

- Não sei. Não tinha mais nada que fazer...

- Bem, vamos dar uma volta pela cidade.

...

Passado um tempão, depois de mostrar as vistas da cidade, Logan foi chamado a Central...

- Isto está a ficar monótono, com estes rebeldes sempre a tentar escapar. Senta-te aí.

Logan sentou-se.

ZÁS!

- ANH! EI! Que ideia é esta? Tenho a luz da mão vermelha. Mas, eu ainda não tenho 30 anos, faltam-me 3. AI! AI! AI! Devolvam-me já os meus anos.

- Calma. Calminha! Isso faz parte da tua nova missão. Vais descobrir o Santuário para onde os rebeldes tem andado a escapar.

Mas o herói, que não era parvo nenhum, andou a perguntar aos amigos se conheciam alguém que tivesse saído do rejuvenescimento e como não conseguiu nada decidiu tornar-se um fugitivo a sério.

...

Mais tarde, quando o herói andava com a heroina:

"Fugitivo na zona dos putos".

- Bem! Tenho que ir.

- Acompanho-te.

- Não!

- Sim!

- Não!

- Sim!

- Não!

- Sim!

- Não!

- Não!

- Sim! Raios! Enganaste-me.

Carregaram num botão, veio um carro de suspensão magnética para dois. A porta abriu-se duma maneira esquisita. Ele deu a direcção ao computador e lá foi o veiculo pelas linhas da teia daquela cidade.

- Fica de fora, lá dentro é perigoso.

- Isso é que era bom!

Depois dumas voltas o fugitivo implorava num beco.

- Não quero fazer-te mal. Vê. Eu também sou vermelho. Toma esta bomba. Quando vires algum guardião, PUM!

A heroina gostava cada vez mais dele.

Bem! Depois apareceu outro guardião e conseguiu acabar com o trapalhão do fugitivo.

- Ainda te apanharei, Logan. - Disse o tal guardião.

Depois o chefe dos putos armou uma algaLoganra, mas o herói usou a cabeça e acabou por os convencer a os deixar em paz. A cambada é que não ficou lá muito satisfeita.

Logan começou a ser perseguido pelo guardião; o mau da fita. Por isso foi com a companheira a um médico clandestino para mudar de cara.

- Cara ou corpo inteiro?

- Cara por favor.

- Pssst! - Chamou o médico pela rapariga - Porque é que trouxeste um guardião, é para ele descobrir a linha de fuga?

- Claro que não. Ele é fixe.

Embora pouco convencido, o médico voltou...

- Deite-se aí.

Por cima de Logan uns braços laser começaram a dançar, um atingiu-lhe a face direita e veio logo um atras, cicatrizou o corte e ele ficou com uma bochecha mais magra.

Nisto entrou o mau da fita. Houve porrada por todo o lado. Logan e a companheira fugiram e o guardião ficou as aranhas.

...

Ela levou Logan a linha de fuga e começaram um bate-papo:

- Mas, ele é guardião...

- Mas, ele é homem...

- Mas, ele não é de confiança!

- Mas, é!

- Está bem.

- Alto aí, quem manda aqui sou eu.

Disse uma rapariga toda esgadelhada que entrou de rompão. AH, é verdade! Esta era a enfermeira do tal médico, sabem?

- O que foi?

- Esse guardião foi ao médico e matou-o! Ele ficou todo cortado na mesa de operações.

- AHAAAH! Vamos a ele cambada.

- Alto lá! - Disse a heroina - OH, cachopa! Olha lá. Este entrou. E depois é que veio o outro guardião a disparar por todo o lado. O.K.?

- AH, pois!

- Blá, blá, blá?

- Blá, blá, blá !

- Blá, blá, blá .

- Podes ir. Toma a chave. E que encontres o Santuário.

...

Na porta do Santuário...

- A gente separa-se aqui. Obrigado pela ajuda.

"Estúpido, guardião!" - Pensou ela dizendo:

- Isso é que era bom!

- Mas, tu es azul. Ainda tens 3 anos.

- Não me interessa. Ou me deixas ir ou CORTO aqui a história.

- Está bem! Sabes uma coisa? Começo a gostar de ti.

- Até que enfim! Pensei que nunca mais!

PUM! PUM! PUM!

Era o mau da fita.

Ah pernas para que te quero?!

Depois de despistarem o gajo:

- Finalmente sós!

- Brrrrrrrrrrr!

- Brrrrrr brrr?

- Brrrr.

- Bolas! Isto aqui está gelado. Parece um frigorifico.

- E nós com a roupa molhada.

- Ei! Olha para ali. Peles!

Despiram-se.

Censurado...

Vestiram as peles.

- Ei! Olha para ali. As paredes por aqui estão ornamentadas com gente dentro de cubos de gelo.

E não é que aparece outro mau da fita? Umh, é um robot todo mal feito!

- Olá!

- Olá! Sabe onde fica o Santuário?

- Não.

- Que faz aqui, pá?

- Eu dantes tratava do plancton que vinha do mar. Ele deixou de vir. E, depois começaram a aparecer esses.

Disse ele apontando para a colecção de conservas humanas.

- E agora vou também vos congelar.

Armou-se uma grande confusão.

Mas, o herói vence sempre.

- Este já está liquidado, o tiro foi bem na testa, não congelará mais pessoas nos caminhos para o Santuário. Anda depressa. Pára! Vamos andar com cuidado. Parece que vejo qualquer coisa daquele lado.

E não é que viram mesmo?!

Surpresa!

Viram o que nunca tinham visto.

O quê? Árvores, é claro!

- Bonito!

- Pois é!

- Mas onde raio estará o Santuário?

- Que é aquilo?

- Está a subir atras daquela elevação.

- Não sei o que é. Mas é quente.

- E brilhante!

Bah! Se eu estivesse lá, dizia logo que era o "Sol", mas eles eram estúpidos; nunca tinham visto a luz do dia.

No dia seguinte tomam uma banhoca num rio. Ela diz que já deixa ele fazer "Anh, anh!".

E ele faz uma observação curiosa:

- Eih! Já não tenho luz na mão. Deixa ver a tua...

- Eu também não!

- Só deve funcionar na cidade. IUPII! Não vou morrer!

...

Andaram... Andaram...

Encontraram os restos de Washington.

Entraram lá para dentro dum monumento. Até ficaram pasmados com a estatua gigante de Lincoln!

Ouviram um barulho.

Cautelosos aproximaram-se.

- MIAAU! - Disse um gato, dando um salto. Bolas! Até me assustei!

- AAAH!

- AAH!

- Que era aquilo?

- Não sei!

Entraram mais...

- Olá - Disse o velhote que comia nozes.

...

- Não, nunca ouvi falar dum Santuário.

- E quê? Tem mais de 30 anos?

- Claro que tenho, toda a gente vê que devo ter uns 70 ou 80.

- E nasceu duma mulher?

- Pois foi. Na minha terra era assim. Acho que a minha mãe não me mentiu.

- Quer ir connosco a cidade?

- A cidade subterrânea?

- Pois.

...

Foram andando e descobriram o local onde a agua das mares entra, para fazer electricidade.

Logan e a rapariga deram um mergulho, deixando lá o velho a espera.

Logan começou a dirigir-se a multidão:

EEI! MALTA! Vocês podem viver depois dos 30 anos!

- AH! AH! AH!

- AH! AH! AH!

- AH! AH! AH! - Diziam eles.

- E' verdade! Eu vi. - Ajudou a rapariga.

Não tardou muito apareceram os guardiões e levaram-os.

...

Ligaram Logan ao computador para interrogatório.

- Onde fica o Santuário?

- Não há nenhum Santuário. - Respondia a imagem tridimensional da cabeça de Logan.

- Deixa-te de coisas.

- Não há Santuário.

- Não estou programado para receber essa resposta.

- Não há Santuário.

- Diz a verdade!

- Não há Santuário.

- Olha que eu chego-te a roupa ao pêlo!

- Não há Santuário!

- Ai! Ai! Ai! Ai!

- Não há Santuário!

- Zzzzzzz PUUMM!!!

Lá se foi o computador.

E pronto lá se foi a cidade.

O computador é que controlava tudo.

A cidade começou a desmoronar-se e a incendiar-se.

Salve-se quem puder. Alguns saltavam, em chamas, dos prédios.

...

E, depois, apareceram junto do velhote.

Uma rapariga teve coragem para se aproximar.

Apalpou-lhe as rugas e perguntou:

- Dói?

- Não! - Disse o velho cheio de cócegas.

Um sorriso desenhou- se na multidão eufórica.

E o herói casou com a heroina, foram muito felizes e tiveram muitos filhos.

E pronto, acabou a história !

...

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(c) ZE OLIVEIRA, 20-Fev-1983
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Nota: Este resumo foi feito de memória; algumas coisas não estão de acordo com o filme
por exemplo: as cores das luzes nas mãos.